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Muitos jogadores se destacam no futebol brasileiro, chamam atenção dos times estrangeiros e acabam sumindo do mercado. O meia-atacante, Zé Love, ex-Santos, Coritiba e Vitória, e atualmente no Oeste, é um desses casos, mas não foi por falta de esforço por parte do atleta. Ao LANCE!, Zé Love contoudas barreiras enfrentadas nos clubes estrangeiros, principalmente na Itália, onde atuou pelo Siena e Genoa, e ainda foi emprestado ao Milan. Além disso, passou pela China e Emirados Árabes, onde se adaptou mais rápido, mas sem sequência.

-Fui vendido em janeiro para o Genoa, com o bom trabalho que vinha fazendo no Santos. Mas meu passaporte italiano não ficou pronto, e acabei voltando ao Peixe por empréstimo por mais seis meses. E foi onde tive o maior título da minha carreira, que foi a Libertadores. Na Itália, acabei me machucando por um mês, mas acabei ficando sete meses parado. Além disso, tive outros problemas, com empresário e o presidente do clube, que me proibiu por ser jogador do tal empresário – disse.

– Depois fui emprestado ao Siena, e vinha fazendo um campeonato no início muito bom até novamente ter uma lesão, justo contra meu time que era o Genoa. Depois disso, retornei, mas continuei tendo problemas com meu empresário e o presidente do clube e fiquei treinando quase um ano em separado – completou.

Antes de chegar ao Santos e seguir com a série de empréstimos, o jogador começou no Palmeiras e foi bem precoce aos gramados, estreando coma apenas 16 anos. Porém, a pressão foi o fator muito grande para não continuar no Alviverde.

– Cheguei a estrear com 16 anos pelo Palmeiras, na época o jogador mais novo a jogar profissionalmente pelo clube. Mas não tive muita cabeça para suportar tamanha mudança na vida e acabei sendo emprestado a outros clubes – contou.

Já no Peixe e com muitos empréstimos na carreira, não faltou esperança para se estabilizar na equipe titular do time paulista. Zé Love comparou como se fosse o último prato de comida para conquistar ascensão no futebol.

– Cheguei ao Santos em 2010. Não falo desacreditado, e sim com uma chance da minha vida , e creio que na época, e como surgiu, poderia ser a última, e tratei todos os dias, treinos e jogos como se fosse o último prato de comida – afirmou o jogador.

‘Na Itália, acabei me machucando por um mês, mas acabei ficando sete meses parado. Isto, por outros problemas, com o meu empresário e o presidente do clube’

Zé Love atuou ao lado do possível melhor jogador do mundo e atualmente camisa 10 da Seleção Brasileira, Neymar, em 2010. O meia-atacante destacou a forma do atleta do PSG, dentro e fora de campo. Segundo ele, muitos julgam sem conhecer a pessoa que é, e cravou que o astro da Seleção é especial para ele.

– Atuar ao lado do Neymar simplesmente é um momento único, lógico que na época ele também estava surgindo, mas todos já sabiam do seu potencial e onde iria chegar. Fora de campo é um ser humano sensacional, amigo, ajuda muita gente e com certeza uma pessoa especial que todos deveriam conhecer esse lado, que tenho certeza que muitos não iam julgar como fazem. Ele é especial – elogiou.

Além de passagens por Santos e Palmeiras e pela Itália, Zé Love também passou por Coritiba, Vitória, Goiás, time da China e Emirados Árabes. No exterior, mais uma vez, não conseguiu um bom rendimento para se manter. Já no território brasileiro, teve mais chances de mostrar seu futebol. O clube baiano foi onde teve maior destaque.

– Depois tive passagens pelo Coritiba onde até hoje sou muito querido. Na China, mas acabei voltando para o Goiás já para o final do segundo turno do Campeonato Brasileiro, e as coisas não andaram bem e infelizmente tivemos a queda. Depois, acabei indo para os Emirados Árabes, onde tive outra passagem muito boa, e depois cheguei ao Vitória, onde foi o lugar em que mais me adaptei e tive bom rendimento, tirando o time da Série B, fazendo um belo trabalho. O clube aprontou a renovação, que já estava na mesa, acabou melando, porque outra presidência assumiu e o mesmo técnico da época por um motivo meu e dele particular acabou me vetando.

O atleta ainda passou pelo Figueirense. Entretanto, não foi com grande alegria no clube catarinense. Por ficar seis meses sem receber salário, preferiu rescindir seu contrato e entrar na justiça. Além de outros problemas que o jogador não pôde falar.

– Estou sim em processo contra o Figueirense. Ninguém gosta de ir à justiça, mas infelizmente chega um momento que só resta esse recurso. Não fui dispensado, até porque eu tinha mais um ano de contrato, e sim acabei fazendo acordo, porque já estava quase seis meses sem receber. Além disso, outros problemas , e enfim que nem esse acordo eles cumpriram, como tinha sido desde o início de contrato – revelou.

Nesta temporada, o jogador está vestindo a camisa do Oeste, que se encontra na Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe rubro-negra está na 12ª posição, com 34 pontos e ainda sonha com o acesso. Zé Love não teve sequência, mas espera ajudar o time.

– Estou muito feliz com tudo que vem acontecendo comigo aqui no Oeste. O clube me recebeu muito bem e vem me dando muita confiança para fazer um grande trabalho. Vou me dedicar ao máximo nos próximos meses para evoluir e para ajudar a equipe dentro e fora de campo na sequência da temporada – afirmou.

Com 30 anos, o meia-atacante não pensa em se aposentar em um clube específico. O jogador citou Coritiba, Santos e Vitória, como os principais. No clube baiano, ele salientou que seu ciclo ainda não terminou e que deseja retornar.

– Pretendo me aposentar para onde Deus me guiar. Hoje, tenho três clubes, que admiro muito. O Santos, que é meu time de coração, o Coritiba em que fui muito feliz, e por fim, o Vitória onde penso que meu ciclo não terminou, sou apaixonado pelo clube e por sua torcida – concluiu.

BATE BOLA COM ZÉ LOVE

UM CLUBE
Não tenho um time que torça especificamente. Santos, porque é time de infância, Coritiba pelo carinho e o Vitória, pois virou uma paixão!

GOL MAIS BONITO
Gol creio que tem alguns , mas um que fiz com atuando com a camisa do Goiás de bicicleta.

PIOR PARTIDA DISPUTADA
Na minha volta para o Santos, e também teve uma partida entre Vitória e Chapecoense, em que tive poucas chances.

JOGADOR EM QUE SE ESPELHA
Olha me espelhar em um jogador, não me espelho, mas meu maior ídolo no futebol e no setor ofensivo, que é o ataque, é Ronaldo.

*sob supervisão de Leonardo Martins

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