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No último texto deste escriba, defendia-se a ideia de que deveria haver maior equilíbrio nas cotas dos clubes no futebol brasileiro. Pensou-se em seis critérios conjugados a serem utilizados, a saber:
a) Um dos critérios é que 50 % da verba deve ser dividida por igual entre todos os clubes.
b) Outro critério é que 10 % da verba deve ser dividida de acordo com o resultado do Campeonato Brasileiro da temporada anterior.
c) Outro critério é que 10 % da verba deve ser dividida de acordo com as médias de público do Campeonato Brasileiro da temporada anterior.
d) Outro critério é que 10 % da verba deve ser dividida de acordo com as médias de renda do Campeonato Brasileiro da temporada anterior.
e) Outro critério é que 10 % da verba deve ser dividida de acordo com o ranking de sócios dos programas sócio torcedor de cada clube na temporada anterior.
f) Outro critério é que 10 % da verba deve ser dividida de acordo com o tamanho das torcidas de cada clube.
Então, analise-se o primeiro critério, extremamente simples: se 50,0 % da verba deve ser dividida por igual entre todos os clubes, e se há 20 clubes na primeira divisão, cada clube recebe, por este primeiro critério, 2,5 % da verba. Simples e transparente.
Portanto, com 20 clubes recebendo 2,5 % da verba, tem-se 50,0 % da verba destinada, em partes iguais. Isso ajuda a cumprir o objetivo de haver verbas de televisão melhores distribuídas entre os clubes, gerando maior equilíbrio na disputa dos certames.
Dos 50 % restantes da verba, esses devem ser divididos por outros critérios. Um deles é o resultado do Campeonato Brasileiro anterior. Assunto para o próximo texto.
* Luis Filipe Chateaubriand é consultor de conteúdo do Bom Senso Futebol Clube e autor da obra “Um Calendário de Bom Senso para o Futebol Brasileiro”. As opiniões expressas pelo autor não refletem a opinião do Bom Senso Futebol Clube.
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